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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Seu veículo pega seu bolso desprevenido?



Se você respondeu sim a esta pergunta, certamente está equivocado sobre os custos de seu veículo. É um erro comum. Eu, por exemplo, já desconheci e em outros momentos já negligenciei este assunto no passado.
Um exemplo é fazer “aquela viagem”, e calcular o custo com base combustível. É um problema invisível: se gasta mais cedo com a manutenção do veículo sem haver programação financeira para tal!
Este texto divide algumas experiências com custos para mostrar às pessoas como saber quanto custa seu quilometro rodado. Dificilmente paramos para imaginar que a gasolina propriamente dita pode ser menos da metade do custo, e que esta relação varia muito de veículo para veículo. Certamente o vendedor de seu carro só te disse que ele fazia “x” quilômetros por litro, mas não te disse quanto do pneu você gastava a cada 10 km.
Para realizar este cálculo, o primeiro passo é saber o limite do perfeccionismo. Uma projeção de custos sempre tem sua margem de erro, e fazendo-a de forma simples já podemos reduzir esta margem ao aceitável – ir além pode tomar tempo demais para resultados pouco significativos. É a famosa “regra dos 20:80” (20% das medidas, 80% dos resultados).
Vou mostrar a vocês uma planilha que utilizo como exemplo:


Entendendo um pouco a questão

Como podem observar na imagem, preferi classificar os custos em dois tipos: os periódicos (anuais), e os custos por consumo. Os periódicos são aqueles custos que são fixos, que você sempre terá e sempre será o mesmo para o seu veículo, não importando se você andou 100km no ano, ou se andou 30000km. Os custos por consumo são aqueles que são sempre proporcionais a quanto se andou, como por exemplo, a própria gasolina.
Existe também um custo especial, enquadrado em ambas categorias: a depreciação. E é aí que começa a parte onde não podemos ser perfeccionistas. Este item ficará para o final do texto.
Os custos por consumo são fáceis de se prever. Os mais comuns são gasolina, pneu, óleo, manutenção, etc. Eles requerem um acompanhamento para ajuste, mas em geral já temos uma boa aproximação perguntando na assistência autorizada do veículo a respeito da durabilidade destes itens. Na experiência que eu tive, estes itens precisam ter uma pequena calibragem conforme ocorrerem as primeiras trocas, pois podem haver diferenças conforme o perfil do (s) motorista (s), mas os valores costumam estabilizar depois da troca dos componentes pela primeira vez.
Já os custos periódicos são um pouco são os custos legais do veículo (seguro obrigatório, IPVA, licenciamento, etc), além de lavagem, seguros, etc. Em geral, são mais complexos de se trabalhar, pois a única maneira de diluirmos os custos periódicos por quilometro rodado é estimarmos quantos quilômetros rodamos naquele período. Se você já tem uma base média de quanto roda por ano (ou mês, pois você pode multiplicar por 12) use-a. Se for o seu primeiro veículo, experimente consultar algumas pessoas que tem hábitos de deslocamento similares a você, como colegas de trabalho/aula, etc.
Por fim, temos o custo da depreciação. Este é o mais complicado de todos. Ele depende de diversos fatores: quanto vale o carro hoje, quantos quilômetros o carro já rodou, quanto tempo se pretende ficar com ele, etc. Ainda assim é subjetivo, e trata-se de um fator de peso na composição do custo, pois nas motos que tive ele foi o mais alto dos custos, além de parecer o segundo mais alto nos carros.
Sabendo quantos anos se pretende ficar com o veículo, e com base na quilometragem média anual, é possível prever quantos quilômetros ainda se pretende andar. Somando à quilometragem atual, teremos a quilometragem e a idade (em anos) que o veículo terá no momento da venda. São estes os principais parâmetros que influenciam no quanto ele deixará de valer até lá!
Procure saber os valores de veículos similares ao seu em categoria/preço inicial, além dos parâmetros antes mencionados, para assim ter uma ideia mais realista a respeito do valor futuro do seu automóvel. Embora fatores de mercado possam alterar esta previsão, é o mais próximo que podemos chegar, e eu particularmente duvido que varie de forma significativa demais.

Mãos à Obra


Primeiramente, precisamos chegar no custo total. Disponibilizei esta planilha (para quem utilizar Excel) para que vocês possam fazer isso mais rapidamente. Nada impede que você faça no "bom e velho papel", com auxílio da calculadora. Vou mostrar esta imagem, similar a do começo do texto, como exemplo:

Para obtermos os custos por km individuais de cada item, pegamos o valor unitário deste item, multiplicamos pela quantidade necessária, e dividimos pela quilometragem que é possível percorrer com a quantidade descrita. Neste exemplo, repare que coloquei 3 pneus para esta motocicleta. É que em média meu pneu traseiro dura 11mil quilômetros, enquanto o dianteiro dura 22mil. Foi uma coincidência (comum em motos) que me permitiu agrupá-los no mesmo item, mas se necessário separe pneu traseiro e dianteiro em itens distintos.
Levante todos os custos que estudamos aqui e realize o mesmo procedimento. Se tiver outros custos com o veículo não esqueça de incluir.
Deixo ainda a dica da lavagem: em motos ele é desprezível, pelo menos para mim que lavo as minhas em média a cada três meses. Já no carro, tudo depende de quantas vezes ele é lavado. Na primeira imagem que usei de exemplo, no começo do texto, contei com 2 lavagens por mês (25/ano) a um preço "bem baixo". Se você lavar, por exemplo, a cada semana (51 semanas / ano), certamente o impacto será considerável, ainda mais se negociar cada lavagem individualmente com seu posto! Obviamente, tudo isso toma como base 18.000 km/ano, o que significa andar 1.500km mensais (minha realidade passada, hoje é muito menor - ou seja, o custo/km é maior!).
Abaixo mais uma ilustração de exemplo:

Enfim, espero que a informação seja útil! E por favor, comente aqui, ou escreva no nosso mural do Facebook e Twitter caso queira que algum outro tema seja abordado neste blog. Abraços e uma excelente semana a todos!



Palavras-Chave: Negócios, Veículos, Custos



Sobre mim:
Curriculum Vitae
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5 comentários:

Wagner Engel disse...

Opa Bruno, muito boa sua planilha!

Uma vez tinha tentado fazer isso, mas não consegui atingir a clareza que você atingiu.

Deixo a dica de você disponibilizar a planilha no formato .xls, do Office mais antigo, assim quem tem Linux consegue abrir mais fácil.

Parabéns!

Bruno Moreira Guedes disse...

Wagner,

Vou te enviar por e-mail a planilha em formado compatível com Linux.
Fiz em formato do Excel em função dos recursos mais recentes, e em função do pessoal que utiliza Linux ser melhor conhecedor que eu do assunto e saber fazer sua planilha facilmente, hehehe. È uma planilha bem simples, como as da imagem!

Obrigado pelo comentário!!

Rodrigo Basso disse...

Bruno,

Sensacional o raciocínio e a planilha! Você poderia encaminhar ela ao meu e-mail ? basso_rodrigo@hotmail.com ...

Podes adicionar esse mesmo endereço ao msn se quiseres, trabalho com gestão de pessoas e números a um bom tempo, podemos trocar experiências!

Já adicionei seu blog e site ao meus favoritos.

Um abraço!

Rodrigo Basso.

Bruno Moreira Guedes disse...

Rodrigo,

Posso encaminhar sim!
Vai ser muito bom trocar experiências, com toda certeza!

Cesar Souza disse...

olá bruno teria como você enviar a planilha de custo de automóvel, para meu email; florestalcesar@yahoo.com.br, agradeço e um feliz ano novo...